Da Redação

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Samir Xaud, tornou-se alvo de uma nova polêmica após denúncias divulgadas pelo jornalista Léo Dias. Segundo a reportagem, o dirigente teria utilizado recursos da entidade para custear despesas de mulheres próximas a ele durante viagens internacionais relacionadas à Copa do Mundo de 2026.  

De acordo com as informações apresentadas, uma das beneficiadas seria a empresária Camila Cristina Andrade, de Roraima. A reportagem afirma que ela permaneceu hospedada em um hotel de Nova York entre os dias 2 e 10 de junho, em uma reserva supostamente vinculada ao presidente da CBF. O valor da hospedagem teria ultrapassado R$ 59 mil. Além disso, imagens e registros obtidos pelo portal mostrariam os dois juntos em compromissos na cidade norte-americana durante o período.  

Segundo a denúncia, enquanto Camila estava nos Estados Unidos, Samir Xaud retornou ao Brasil para acompanhar compromissos ligados à Seleção Brasileira Feminina. Posteriormente, viajou ao México para assistir à abertura da Copa do Mundo ao lado da esposa, Natalia Xaud. A reportagem destaca que a empresária teria deixado Nova York um dia antes da chegada da mulher do dirigente ao país-sede do torneio.  

O material divulgado por Léo Dias também menciona outros episódios envolvendo supostos gastos da entidade com pessoas sem vínculo funcional com a CBF. Entre eles estaria uma viagem internacional da influenciadora Tatá Barcellos ao Catar, em dezembro do ano passado, com despesas que incluiriam passagens aéreas, hospedagem e acesso a áreas exclusivas de eventos esportivos.  

Durante a divulgação do caso, o jornalista afirmou possuir documentos, comprovantes e registros financeiros que sustentariam as acusações. Ainda segundo a reportagem, após ser procurado para prestar esclarecimentos, Samir Xaud teria realizado o pagamento do valor relacionado à hospedagem em Nova York com recursos próprios.  

Em nota oficial, a CBF negou qualquer irregularidade. A entidade declarou que rejeita as acusações de uso indevido de recursos e afirmou que todas as despesas realizadas seguem critérios institucionais e estão ligadas às atividades da confederação. A nota também sustenta que gastos de natureza pessoal são arcados exclusivamente pelos próprios dirigentes.  

A confederação acrescentou que sua atual gestão tem como princípios a transparência administrativa, a responsabilidade na aplicação de recursos e o compromisso com a integridade institucional. Até o momento, não há investigação oficial anunciada sobre o caso, e as denúncias seguem sendo objeto de debate e repercussão no meio esportivo e nas redes sociais.  

O caso ganhou grande repercussão nacional por envolver a principal entidade do futebol brasileiro e ocorre em um momento em que a gestão de Samir Xaud ainda busca consolidar sua imagem à frente da CBF. Enquanto isso, Léo Dias afirma que novas informações e documentos relacionados às denúncias poderão ser divulgados nos próximos dias.