Da Redação

A farmacêutica EMS iniciou nesta segunda-feira (15) a comercialização da Ozivy, considerada a primeira caneta de semaglutida produzida no Brasil por síntese química. O medicamento utiliza o mesmo princípio ativo presente em tratamentos amplamente conhecidos para diabetes tipo 2 e controle de peso, ampliando a oferta desse tipo de terapia no mercado nacional.  

A empresa definiu o preço de R$ 498 por unidade da caneta. No entanto, pacientes cadastrados no programa Vida + Leve, criado pela própria farmacêutica, poderão adquirir o produto por R$ 452. Além disso, haverá uma condição promocional para o início do tratamento, permitindo um desembolso médio de cerca de R$ 287 por mês durante os três primeiros meses.  

A Ozivy recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após o desenvolvimento de uma versão sintética da semaglutida. Segundo a EMS, o medicamento é indicado para adultos com diabetes tipo 2 e exige prescrição médica para ser adquirido. A empresa ressalta que o produto foi registrado como um novo medicamento e não como uma versão genérica do Ozempic.  

O lançamento acontece em um momento de expansão do mercado de medicamentos à base de semaglutida no Brasil. O princípio ativo ganhou popularidade nos últimos anos por auxiliar no controle glicêmico e promover redução do apetite, tornando-se também uma ferramenta importante no tratamento da obesidade quando utilizado sob acompanhamento médico.  

De acordo com a farmacêutica, mais de 500 mil canetas estarão disponíveis inicialmente para distribuição nas principais redes de farmácias do país. A expectativa é que a produção nacional contribua para ampliar o acesso ao tratamento e aumentar a concorrência em um segmento que, até então, era dominado por medicamentos importados.  

O desenvolvimento da Ozivy foi realizado após o encerramento da patente da semaglutida no Brasil, o que abriu espaço para a entrada de novos fabricantes no mercado. A EMS investiu na criação de uma plataforma própria de produção e pretende ampliar gradualmente a oferta do medicamento nos próximos meses.  

Apesar da chegada de uma alternativa nacional, especialistas alertam que a utilização da semaglutida deve ocorrer apenas com orientação médica, já que o tratamento pode provocar efeitos colaterais e requer acompanhamento para definição da dosagem adequada e monitoramento dos resultados.