Da Redação
As eleições de 2026 contarão com uma mudança importante no processo de votação: pela primeira vez desde a redemocratização, os eleitores precisarão escolher dois candidatos ao Senado Federal na mesma eleição. A novidade altera a dinâmica da votação na urna eletrônica e exigirá atenção redobrada dos brasileiros no momento de registrar os votos.
A mudança ocorre porque, neste pleito, estarão em disputa duas das três cadeiras de cada estado no Senado. Assim, além de votar para presidente da República, governador, deputados federal e estadual (ou distrital), o eleitor terá que fazer duas escolhas distintas para senador.
De acordo com a Justiça Eleitoral, a ordem de votação na urna será a seguinte:
- Deputado federal;
- Deputado estadual ou distrital;
- Senador (primeira vaga);
- Senador (segunda vaga);
- Governador;
- Presidente da República.
Na prática, após concluir o voto para a primeira vaga ao Senado, a urna solicitará que o eleitor informe o número de um segundo candidato para a outra cadeira em disputa. Os votos são independentes, o que significa que é possível escolher candidatos de partidos diferentes.
A eleição de dois senadores simultaneamente acontece porque o Senado Federal é renovado de forma alternada. Em uma eleição são escolhidos dois terços das cadeiras da Casa, enquanto na seguinte é renovado apenas um terço. Em 2026, serão eleitos 54 senadores em todo o país, correspondentes a duas vagas por unidade da federação.
O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro de 2026. Caso seja necessário, o segundo turno para os cargos de presidente e governador ocorrerá em 25 de outubro. Mais de 150 milhões de brasileiros deverão comparecer às urnas para escolher representantes dos poderes Executivo e Legislativo.
A orientação da Justiça Eleitoral é que os eleitores levem anotados os números dos candidatos de sua preferência para agilizar o processo de votação e evitar erros na hora de confirmar os votos.








