Da Redação
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta segunda-feira (15) que considera o Bolsa Família um direito consolidado da população brasileira e defendeu a manutenção do programa social em um eventual governo comandado por ele. A declaração foi feita durante participação no Fórum Rumos do Brasil, realizado em São Paulo.
Segundo o parlamentar, existe um preconceito equivocado em relação aos beneficiários do programa. Flávio argumentou que grande parte das pessoas atendidas pelo Bolsa Família exerce atividades informais e teme perder o benefício ao conseguir um emprego formal. Para ele, o auxílio representa uma garantia de segurança para famílias que já enfrentaram situações de vulnerabilidade alimentar.
Durante o evento, o senador também defendeu mudanças nas regras atuais do programa. A proposta seria ampliar o período em que beneficiários continuariam recebendo o auxílio após conquistarem emprego com carteira assinada ou iniciarem um negócio próprio. Atualmente, a chamada regra de proteção permite que famílias mantenham parte do benefício por tempo determinado, desde que continuem dentro dos limites de renda estabelecidos pelo governo federal.
Flávio declarou ainda que considera um erro a visão de que beneficiários do Bolsa Família não desejam trabalhar. Para ele, programas de transferência de renda existem em diversos países e devem continuar sendo oferecidos às pessoas que necessitam desse apoio. Ao mesmo tempo, defendeu a criação de mecanismos que incentivem a independência financeira dos beneficiários ao longo do tempo.
Outro tema abordado pelo pré-candidato foi a política tributária. Flávio manifestou apoio à isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil mensais. Ele afirmou que a medida já fazia parte das propostas defendidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e disse ser favorável à redução da carga tributária, desde que haja compensações fiscais sem aumento de outros impostos.
Na avaliação do senador, a redução de impostos deve estar acompanhada de cortes de gastos públicos e de medidas voltadas ao estímulo do empreendedorismo e dos investimentos. Em outras ocasiões, ele já havia defendido a manutenção de programas sociais considerados essenciais, ao mesmo tempo em que propõe diminuir a dependência da população em relação ao Estado.
Flávio também comentou a relação entre o governo de seu pai e a imprensa. Segundo ele, houve falhas na forma como a gestão se relacionou com veículos de comunicação e esse seria um aspecto que precisaria ser tratado de maneira diferente em uma eventual administração futura.








