Da Redação

Levantamento divulgado pelo instituto Real Time Big Data mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em vantagem nas simulações de segundo turno da eleição presidencial de 2026 contra diferentes adversários da oposição. Os dados indicam um cenário favorável ao petista, embora algumas disputas apareçam dentro da margem de erro.

No confronto contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), Lula registra 45% das intenções de voto, enquanto o adversário aparece com 40%. O resultado representa uma recuperação do presidente em relação a levantamentos anteriores, nos quais os dois apareciam em situação de empate técnico.

A pesquisa também testou um eventual segundo turno entre Lula e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD). Nesse cenário, o presidente mantém vantagem numérica, embora a diferença permaneça dentro da margem de erro do levantamento, configurando uma disputa mais equilibrada. Situação semelhante é observada no confronto com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que também aparece próximo ao petista.

Entre os nomes avaliados, quem apresenta o desempenho mais distante de Lula é Renan Santos. A simulação mostra uma vantagem mais ampla do atual presidente, indicando que o dirigente do movimento Missão teria mais dificuldade para competir em uma disputa direta pelo Palácio do Planalto.

No primeiro turno, o levantamento aponta Lula na liderança com 38% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 31%. Mais atrás surgem Renan Santos e Ronaldo Caiado, ambos com cerca de 6%, seguidos por Romeu Zema, que registra entre 4% e 5%, dependendo do cenário analisado.

Os números reforçam a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro, que concentram a maior parte das preferências do eleitorado. Ao mesmo tempo, evidenciam a dificuldade dos candidatos da chamada terceira via em romper a predominância dos dois principais blocos políticos do país.

De acordo com o levantamento, embora Lula mantenha vantagem na maior parte dos cenários testados, a disputa presidencial ainda apresenta elevado grau de competitividade. Analistas avaliam que o comportamento dos eleitores dos candidatos menores poderá ser decisivo para definir o resultado da eleição, especialmente em um eventual segundo turno.