O ex-presidente Jair Bolsonaro foi levado a um hospital de Brasília na manhã desta quarta-feira (24) para dar início ao processo de preparação para uma cirurgia de correção de hérnia inguinal bilateral, prevista para o dia seguinte. A internação ocorreu mediante autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabeleceu uma série de regras específicas para o período em que ele permanecerá na unidade de saúde .
A transferência foi feita a partir da Superintendência da Polícia Federal, onde Bolsonaro se encontra sob custódia, com deslocamento acompanhado por agentes da corporação. No hospital, apenas a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi autorizada a permanecer como acompanhante, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, responsável pela decisão.
O pedido de internação antecipada partiu da defesa, que argumentou ser necessária a realização de exames clínicos e laboratoriais antes do procedimento cirúrgico. Após análise de laudos médicos particulares e de uma perícia realizada por técnicos da Polícia Federal, o STF considerou justificada a necessidade da cirurgia eletiva e liberou a internação, desde que respeitadas condições rigorosas de segurança.
Entre as medidas impostas estão a vigilância contínua no local, com agentes posicionados na porta do quarto e equipes adicionais nas dependências do hospital. Também ficou proibido o uso de celulares ou outros aparelhos eletrônicos no ambiente, exceto equipamentos médicos indispensáveis ao tratamento. O acesso de visitantes segue limitado e depende de autorização prévia da Justiça, nos mesmos moldes aplicados durante a permanência de Bolsonaro na sede da Polícia Federal .
A expectativa da equipe médica é que o ex-presidente permaneça internado por alguns dias após a cirurgia, a depender da recuperação no pós-operatório. Concluído o período hospitalar, ele deverá retornar à custódia, conforme as determinações judiciais em vigor.







