A Casa Branca revelou nesta semana uma nova galeria de retratos de ex-presidentes dos Estados Unidos, mas a homenagem que deveria reforçar a tradição histórica acabou gerando controvérsia. O quadro de Joe Biden foi substituído por uma fotografia de uma máquina de assinar documentos, conhecida como autopen, em referência direta às críticas feitas por Donald Trump a seu sucessor.

O autopen é um dispositivo capaz de reproduzir assinaturas de forma mecânica e tem sido utilizado por presidentes norte-americanos em ocasiões pontuais, como na assinatura de documentos oficiais à distância. No entanto, republicanos afirmam que Biden teria abusado do equipamento para ocultar sinais de declínio físico e mental.
A substituição do retrato oficial por uma imagem do aparelho foi vista como um gesto simbólico carregado de ironia. Para aliados de Trump, a escolha reforça a narrativa de que o democrata não teria plena capacidade de governar. Já críticos apontam que a decisão desrespeita a tradição presidencial e banaliza o espaço histórico da Casa Branca.
Donald Trump, em várias ocasiões, zombou publicamente de Biden, sugerindo que o atual presidente dependeria do autopen para desempenhar suas funções. A instalação do retrato, portanto, foi interpretada como uma continuação dessas provocações.
Ainda não há confirmação oficial se a iniciativa partiu da própria Casa Branca como forma de crítica interna ou se se trata de uma ação temporária, com caráter satírico. O episódio, entretanto, já se tornou um novo combustível no clima de rivalidade política que domina os Estados Unidos.







