Estudo aponta que esgotamento das jazidas provocou queda populacional e que município continua enfrentando desafios ligados à atividade mineradora
A história de Pilar de Goiás está profundamente ligada à mineração. Um estudo desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Tocantins (UFT) mostra que o município, surgido no século XVIII durante o ciclo do ouro, vive até hoje as consequências da exploração mineral.
De acordo com a pesquisa, Pilar de Goiás passou por diferentes fases de extração de ouro, desde o trabalho realizado pelas bandeiras, com técnicas rudimentares de garimpo, até a atuação de grandes empresas internacionais que utilizam tecnologia e equipamentos modernos.
O levantamento destaca que o crescimento do município foi acelerado durante o auge da mineração, mas também teve uma forte retração quando as jazidas começaram a se esgotar. A redução da atividade econômica provocou um processo de declínio populacional, alterando a dinâmica social e econômica da cidade.
Para chegar às conclusões, os pesquisadores realizaram revisão bibliográfica, análise de dados do IBGE, observação de campo, entrevistas, consultas a jornais e registros fotográficos.
O estudo também chama atenção para um problema atual. Segundo a pesquisa, a Prefeitura de Pilar de Goiás anunciou déficit na receita orçamentária em razão da falta de pagamento de impostos por parte da empresa mineradora Pilar Gold, evidenciando a dependência econômica do município em relação à mineração.
Os pesquisadores concluem que, mesmo no século XXI, muitos municípios que nasceram impulsionados pela exploração mineral continuam vulneráveis às oscilações desse setor. O caso de Pilar de Goiás demonstra como os impactos da mineração podem ultrapassar gerações, influenciando a economia, a arrecadação pública e o desenvolvimento local muito tempo após o auge da produção de ouro.
Leia a pesquisa nesse link:








