Da Redação

A perícia realizada no corpo de Maria Fernanda Cândido da Rocha, de 2 anos, apontou que a menina morreu aproximadamente 24 horas antes de ser localizada às margens do Rio Paraíso, na zona rural de Doverlândia, no oeste de Goiás. A informação foi divulgada pelas autoridades responsáveis pela investigação e ajuda a esclarecer a linha do tempo do desaparecimento que mobilizou equipes de resgate e comoveu todo o estado.

Maria Fernanda desapareceu na manhã de segunda-feira (15), na Fazenda Vale do Paraíso, onde morava com os pais, que trabalham como caseiros na propriedade rural. Após mais de dois dias de buscas intensas, o corpo da criança foi encontrado na quarta-feira (17), justamente na data em que ela completaria dois anos de idade.

Resultado da perícia reforça hipótese de afogamento

Segundo as primeiras conclusões periciais, a morte da criança ocorreu cerca de um dia antes da localização do corpo. A análise também não identificou sinais aparentes de violência, o que reforça a principal hipótese investigada pela Polícia Civil: a de que Maria Fernanda tenha se afogado após deixar a residência sozinha e caminhar até a região do rio.

O delegado Ramon Queiroz, responsável pelo caso, informou anteriormente que as características observadas no corpo eram compatíveis com afogamento. No entanto, a causa oficial da morte ainda depende da conclusão dos exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML).

Os investigadores trabalham com a possibilidade de que a menina tenha percorrido sozinha uma longa distância até chegar ao Rio Paraíso. Durante as buscas, foram encontradas pegadas compatíveis com as da criança, além de uma fralda e uma peça de roupa que ela utilizava no dia em que desapareceu.

Desaparecimento mobilizou grande operação

O caso desencadeou uma ampla força-tarefa envolvendo Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, Grupo de Radiopatrulhamento Aéreo (Graer), cães farejadores e dezenas de voluntários. Mais de 70 pessoas participaram das buscas em uma extensa área rural de difícil acesso.

Nos primeiros momentos da operação, as equipes concentraram esforços em uma represa próxima à residência da família. Posteriormente, após a descoberta de rastros em uma área de mata, os trabalhos passaram a seguir uma trilha que levava em direção ao Rio Paraíso.

Com o avanço das buscas, os agentes localizaram primeiro objetos pertencentes à menina. Pouco depois, o corpo foi encontrado no leito do rio, encerrando uma operação que durou cerca de 48 horas.

Comoção entre familiares e equipes de resgate

A morte de Maria Fernanda gerou forte comoção em Doverlândia e em diversas cidades goianas. O fato de a criança ter sido encontrada justamente no dia de seu aniversário tornou o desfecho ainda mais doloroso para familiares, amigos e profissionais que participaram das buscas.

Integrantes do Corpo de Bombeiros relataram o impacto emocional causado pela ocorrência. O tenente-coronel Eduardo Monteiro do Amaral, que coordenou parte da operação, afirmou que os profissionais mantinham a esperança de localizar a criança com vida, mesmo após muitas horas de desaparecimento.

Segundo ele, a localização do corpo representou um momento de profunda tristeza para todos os envolvidos, especialmente diante da mobilização realizada para tentar salvar a menina.

Investigação continua

Apesar de a principal linha investigativa apontar para um afogamento acidental, a Polícia Civil continua apurando todos os detalhes do caso. O objetivo é reconstruir o trajeto percorrido por Maria Fernanda desde o momento em que saiu da residência até o local onde foi encontrada.

Os laudos definitivos do Instituto Médico Legal deverão confirmar a causa exata da morte e esclarecer outros aspectos relacionados ao desaparecimento. Até o momento, não há indícios de participação de terceiros nem evidências de crime violento.

A tragédia provocou grande repercussão em Goiás e levou moradores da região a prestar homenagens à criança, cuja história mobilizou uma das maiores operações de busca realizadas recentemente no município de Doverlândia.