Nesta sexta-feira (29), o Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu o uso da substância PMMA (polimetilmetacrilato) em todo o Brasil como substância preenchedora, seja para fins estéticos ou reparadores.

A decisão vale a partir da próxima terça-feira (2). Em nota, o CFM diz que a única exceção é para tratamento de lipodistrofia em pacientes com HIV/aids e que seja realizado em unidades de alta complexidade com autorização do Sistema Único de Saúde (SUS).

Por que o CFM proibiu o PMMA?

A proibição se deu após mais uma morte após o uso da substância para fins estéticos. Na manhã de segunda-feira (26), Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, 48 anos, morreu após passar mal em uma clínica de estética de São Paulo (SP).

O Boletim de Ocorrência aponta que a mulher passou por procedimento estético nos glúteos e na parte posterior das coxas com aplicação do PMMA.

Segundo depoimento da filha da vítima à Polícia Civil, Roseli começou a passar mal, reclamando de dores, mal-estar, coração acelerado e dificuldade para respirar.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite o uso do PMMA apenas para médicos e dentistas em duas situações: no preenchimento do rosto e do corpo e na correção de deformidades no rosto em pós-tratamento de infectados com o vírus HIV.

Após o episódio ocorrido com Roseli, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) também se mostrou favorável à proibição. A instituição lamentou outra morte relacionada ao uso da substância e reafirmou sua posição contrária ao uso do PMMA para fins estéticos e cosmiátricos.

Matéria em atualização

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Fonte: Olhar Digital