Da Redação

Um novo elemento trouxe ainda mais tensão aos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, passou a incluir detalhes sobre um contrato milionário firmado com o escritório da advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes.

Segundo informações ligadas às negociações da delação, o acordo teria sido firmado com o objetivo de aproximar o banco do magistrado. O contrato, que alcança cerca de R$ 129 milhões, previa a prestação de serviços jurídicos ao longo de três anos, com pagamentos mensais na casa dos milhões.

Versão de Vorcaro nega favorecimento

Apesar da motivação relatada, Vorcaro sustenta que não houve qualquer troca de favores entre ele e o ministro em decorrência do contrato. A declaração aparece como um dos pontos centrais da delação, que ainda será analisada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República.

O banqueiro também afirmou que esse não foi o maior contrato firmado pelo Banco Master, indicando que a instituição teria fechado acordos ainda mais robustos em outros momentos.

Detalhes do contrato e fim do acordo

O vínculo entre o banco e o escritório de Viviane Barci esteve ativo entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025. O encerramento ocorreu após a liquidação do Banco Master pelo Banco Central e a prisão de Vorcaro no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades no sistema financeiro.

O contrato previa parcelas mensais de aproximadamente R$ 3,6 milhões durante o período.

Defesa detalha serviços prestados

Após a repercussão, o escritório da advogada confirmou a existência do acordo e apresentou dados sobre a atuação profissional. Segundo a nota, foram realizadas dezenas de reuniões e produzidos diversos pareceres jurídicos em áreas como compliance, direito trabalhista, contratos e regulação.

A defesa também destacou que os serviços prestados não tiveram relação com decisões do ministro no STF.

Repercussão e próximos passos

A inclusão do contrato na delação aumentou a pressão sobre o Supremo e ampliou o debate sobre possíveis conflitos de interesse envolvendo autoridades e relações privadas.

Agora, caberá às autoridades analisar o conteúdo entregue por Vorcaro e verificar se há elementos que justifiquem aprofundamento das investigações.

O caso segue em andamento e pode trazer novos desdobramentos relevantes tanto no campo jurídico quanto político.