Nascidas no Pará e criadas em meio a uma rotina missionária pelo interior do Brasil, uma dupla sertaneja começa a ganhar destaque ao transformar uma história de desafios em combustível para a música. Filhas de pastores, elas iniciaram na música ainda na infância, aos 4 anos de idade, cantando na igreja evangélica.

Em 2002, a família se mudou para o interior do Piauí, dando início a uma vida marcada por constantes mudanças entre cidades e estados, o que dificultou a criação de raízes, mas fortaleceu a união familiar e o amor pela música.
A infância simples, vivida em povoados e zonas rurais, foi repleta de experiências que hoje influenciam diretamente a identidade artística da dupla. Entre travessias de canoa, viagens em caminhão “pau de arara”, festas tradicionais e rodas de violão ao redor da fogueira, o contato com a música sempre esteve presente.

Apesar da forte ligação com o gospel, o sertanejo já despertava interesse desde cedo, mesmo que de forma discreta, ouvindo rádios e cantando escondido.

Já na vida adulta, decidiram morar em Brasília, onde enfrentaram novos desafios, incluindo a maternidade e a falta de estrutura para investir na carreira. Sem condições de contratar babá, levavam os filhos para os shows enquanto se apresentavam em bares, conciliando a vida pessoal com o sonho artístico. Com o tempo e o apoio da família, especialmente dos pais, que sempre incentivaram a música, a dupla passou a se firmar no cenário musical.

Há cerca de um ano, elas se mudaram para Goiânia em busca de novas oportunidades no sertanejo. Agora, vivem um dos momentos mais importantes da carreira com a gravação de um DVD, que marca não apenas um novo passo profissional, mas também a consolidação de uma trajetória construída com persistência, autenticidade e fortes raízes no interior do Brasil.