Em entrevista ao jornal Metrópoles, Eduardo Bolsonaro, irmão do candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL), se baseia em um relatório do Congresso Americano endossado pelo Departamento de Estado dos EUA, parte do gabinete de Donald Trump, para dizer o governo americano pode não reconhecer o resultado das eleições no Brasil em caso de “censura” e “intervenção” nas eleições de 2026.
O relatório foi encabeçado por Jim Jordan, um ultra conservador, aliado de Trump, que lidera a Comissão de Justiça do Congresso Americano, onde ele afirma que as eleições de 2022 beneficiaram Lula com censura, levando a um resultado apertado de 2%.
Além disso, disse que se isso se repetir e seu irmão for derrotado “talvez os EUA não reconheça a eleição brasileira” pela primeira vez na história.
Para meio entendedor, meia palavra basta. Eduardo se apoia em decisões da ala mais reacionária e intervencionista do Congresso Americano para não só voltar a questionar o resultado das últimas eleições, que foram base para toda a aventura golpista do 8J, como já ensaia repetir a mesma ladainha para as eleições deste ano. Dessa vez, espera contar com apoio do seu tutor, Donald Trump, para apoiar o questionamento a uma eventual derrota eleitoral.
Como bom vira-lata, lambe botas dos EUA, que admitiu ter atuado para que Trump impusesse tarifas ao Brasil no ano passado para tentar subordinar o país aos seus interesses, agora vai fazer de tudo para que os EUA intervenham no resultado da eleição. Seu irmão, Flávio Bolsonaro, já havia feito esse pedido na segunda-feira passada ao dizer para Trump fazer “pressão diplomática” para que as eleições fossem justas.





