Os Estúdios Walt Disney serão oficialmente transformados em Disney Adventure World neste domingo, com a inauguração do “Mundo de Frozen”, principal destaque de uma expansão avaliada em 2 bilhões de euros, que está remodelando o parque temático mais visitado da Europa.
O reino de Arendelle, cenário do filme Frozen, agora ganha um espaço permanente nos arredores de Paris. O local conta com lago, vila nórdica de madeira e até um boneco de neve robótico que interage com as crianças.
A nova área temática promete encantar visitantes com a atração “Frozen Ever After” e encontros com as personagens Anna e Elsa. Entre as experiências, está um “cruzeiro musical fascinante” que leva os visitantes por uma jornada inspirada na história da Rainha da Neve.
“Prepare-se para cantar com Elsa, Anna e seus amigos enquanto navega da Montanha do Norte até o Palácio de Gelo em uma emocionante aventura em família”, convida o site oficial da Disney.
A grande renovação do parque também inclui um lago central de grandes proporções, uma nova atração inspirada em “Rapunzel”, 15 restaurantes inéditos e um espetáculo noturno que utiliza, segundo a empresa, o primeiro sistema integrado de drones aquáticos e aéreos do mundo.
Mais de 90% do segundo parque já foi redesenhado desde sua inauguração, em 2002.
A escolha por “Frozen” e “Rapunzel” como principais atrações não é por acaso. Ambos os filmes têm origem em contos europeus: “Frozen” é inspirado em A Rainha da Neve, de Hans Christian Andersen, enquanto “Rapunzel” tem base na obra dos Irmãos Grimm.
“Frozen está profundamente enraizado na tradição europeia”, afirmou Michel den Dulk, vice-presidente e diretor criativo da Walt Disney Imagineering. “Por isso, fazia sentido trazer uma vila encantadora do Norte da Europa para a Disneyland Paris.”
O parque foi inaugurado em 1992 com o nome de Euro Disney e, na época, recebeu críticas de intelectuais franceses, que o chamaram de “Chernobyl cultural”. Hoje, o cenário é diferente: a Disney afirma que o complexo já recebeu 445 milhões de visitantes e gerou cerca de 70 mil empregos.
O investimento faz parte de um plano global de expansão de aproximadamente 60 bilhões de dólares da divisão Disney Parks and Experiences, responsável por 57% do lucro operacional da empresa no ano fiscal de 2025.
Durante visita recente ao parque, o presidente da França, Emmanuel Macron, classificou o resort como “o principal destino turístico da Europa” e destacou que a expansão deve gerar cerca de mil empregos diretos.
Parques impulsionam resultados da Disney
A Walt Disney Company também divulgou seus resultados trimestrais, apontando crescimento nos serviços de streaming e receitas recordes nos parques temáticos. Ainda assim, a empresa alertou para uma possível desaceleração nos Estados Unidos.
O lucro líquido foi de 2,48 bilhões de dólares, queda de 6% em relação ao ano anterior. Já a divisão Experiences, que inclui parques e resorts, registrou um recorde de 10 bilhões de dólares em receita no trimestre.
Nos Estados Unidos, os parques — incluindo o Disney World — tiveram alta de 8% no lucro operacional nos três meses encerrados em 31 de dezembro, com aumento de 1% no público e de 4% no gasto médio por visitante.




