A saída da Triunfo Concebra da administração da Rota do Pequi abre caminho para um novo ciclo de investimentos em um dos trechos rodoviários mais importantes do Centro-Oeste. O governo federal prevê cerca de R$ 7 bilhões em aportes, concentrados principalmente nos primeiros anos do novo contrato de concessão.

O trecho, que possui 211 quilômetros das BRs-153 e 060, ligando Aparecida de Goiânia a Brasília, deverá passar por uma série de intervenções estruturais que ficaram paralisadas durante a antiga concessão. A expectativa é acelerar obras e elevar o padrão de segurança, conforto e fluidez do tráfego.

Desde 2021, quando a Triunfo solicitou a devolução amigável da concessão, a rodovia opera em regime transitório. Nesse período, a empresa ficou limitada à realização apenas de serviços básicos de manutenção, sem autorização para investimentos de grande porte. Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), essa restrição impactou diretamente a qualidade da via, a capacidade de tráfego e a segurança dos usuários.

O novo leilão da Rota do Pequi está previsto para ocorrer ainda no primeiro semestre deste ano e faz parte do pacote de concessões do Ministério dos Transportes. O edital adotará um modelo considerado mais eficiente, que antecipa grande parte das obras para os três primeiros anos de contrato, reduzindo o tempo de espera por duplicações, faixas adicionais e melhorias operacionais.

Entre as intervenções previstas estão a recuperação do pavimento, ampliação da capacidade da rodovia, implantação de 50 km de faixas adicionais, reforço da segurança viária, melhorias no atendimento ao usuário, cobertura de internet ao longo do trajeto e novos sistemas de pagamento nos pedágios.

A nova modelagem também busca evitar problemas recorrentes em concessões com baixa entrega de obras. Por conta da devolução amigável, a Triunfo Concebra está impedida de participar da nova disputa.

Histórico de problemas

O desempenho da antiga concessionária é alvo de críticas. Levantamento da Rádio São Francisco aponta centenas de acidentes no trecho entre Anápolis e Brasília, muitos deles relacionados a falhas no pavimento e à precariedade da conservação da via, o que reforça a urgência de uma nova gestão e de investimentos imediatos.