Uma mãe, moradora de Hidrolândia vive uma rotina de medo, exaustão emocional e desamparo institucional ao tentar proteger o próprio filho, um adolescente de 15 anos que apresenta comportamentos graves de risco, com episódios recorrentes de ameaças contra a própria vida e também contra a mãe.
Segundo o relato, a situação se arrasta há meses. A mãe afirma que já buscou ajuda junto a diversos órgãos municipais e estaduais, formalizou pedidos e alertou autoridades sobre o risco iminente, mas nenhuma medida efetiva foi adotada até o momento.
Em um dos episódios mais graves, ela afirma ter encontrado o adolescente em situação extrema, o que reforçou o temor constante de uma tragédia.
“É uma luta diária. Uma labuta sem fim. A gente vive em alerta o tempo todo”, relata.
A redação do Hidrolândia News já recebeu materiais que mostram o adolescente colocando a própria vida em risco diante da mãe, cenas descritas como aterrorizantes.
Nesta sexta-feira, 26 de dezembro, a mãe enviou um novo vídeo à redação em que o adolescente volta a ameaçá-la. Diante da situação, ela acionou o Conselho Tutelar e a Polícia Militar. Segundo o relato, a polícia informou que não poderia intervir por se tratar de um menor de idade. Já o Conselho Tutelar teria alegado que apenas o juiz e a promotoria poderiam determinar a internação do adolescente.
No entanto, de acordo com a mãe, o caso já foi analisado pelo Judiciário, com decisão repassada tanto ao município quanto ao Estado. Mesmo assim, até o momento, nenhuma providência foi cumprida.
Demora no socorro e descaso
Especialistas são unânimes ao afirmar que, em casos de ameaça iminente — especialmente envolvendo adolescentes —, a resposta precisa ser rápida e coordenada, com acionamento imediato de protocolos de proteção, atendimento psicológico especializado e, quando necessário, acolhimento emergencial.
A mãe reforça que não busca exposição, mas socorro.
“Se nada for feito, a gente só vai aparecer quando algo muito pior acontecer”, desabafa.
Quando o Estado falha, o risco aumenta
Casos como este evidenciam uma falha grave na rede de proteção à infância e adolescência. A ausência de resposta rápida, a dificuldade de acesso a atendimento especializado e a falta de preparo de alguns agentes ampliam o risco não apenas para o adolescente, mas também para quem convive com ele.
A mãe autorizou a divulgação do caso sem qualquer identificação, como forma de pedido público de ajuda. O objetivo é evitar que a situação termine em tragédia e chamar a atenção das autoridades para a urgência de ações concretas.
Pedido de providências
A família cobra:
atendimento psicológico especializado imediato;
acionamento efetivo da rede de proteção ao adolescente;
resposta rápida das forças de segurança em situações de risco;
acompanhamento contínuo do caso pelos órgãos competentes.
Até o momento, segundo a mãe, nenhuma dessas medidas foi efetivamente garantida.
Importante: pedir ajuda salva vidas
Se você ou alguém próximo enfrenta sofrimento emocional intenso ou risco de suicídio, procure ajuda imediatamente.
📞 Centro de Valorização da Vida (CVV): 188 — atendimento gratuito, 24 horas por dia.
Em situações de emergência, acione o 190 ou procure a unidade de saúde mais próxima.
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