Ciência

Porque sua esposa de Bruce Willes doará seu cérebro para a ciência?

Após sua morte, o cérebro de Bruce Willis será doado. A decisão da família poderá transformar a pesquisa sobre demência frontotemporal.

 

Emma Heming Willis escreveu um livro "Uma Jornada Inesperada", e uma frase que nenhum membro de uma  família jamais gostaria de escrever: "Doaremos o cérebro de Bruce para a ciência após sua morte".

A decisão foi depois de muita reflexão: após vários meses vendo um homem fisicamente bem (ele se move, caminha, é saudável), mas cujo cérebro o trai dia após dia. A demência frontotemporal é implacável: tirou capacidade de falar, sua capacidade de ler e sua total independência.

 

O que ainda tem de Bruce Willis ? 

Bruce Willis ainda tem um corpo funcional e uma mente debilitada. E a família decidiu transformar essa tragédia pessoal em uma contribuição científica, que poderá fazer a ciência avançar na busca pela cura dessa doença. E o ‘’objetivo’’ dessa escolha vem com a vontade de contribuir para a pesquisa neurológica, que traz a esperança.

 

Demência frontotemporal, um problema que não pode ser visto

A demência frontotemporal é uma doença que compromete diretamente os lobos frontal e temporal do cérebro — regiões responsáveis pela linguagem, comportamento e personalidade. Diferente do Alzheimer, ela não afeta principalmente a memória recente. O impacto maior é na identidade da pessoa: ela altera quem o indivíduo é.

Pacientes costumam apresentar mudanças marcantes de personalidade, comportamentos inadequados, perda de iniciativa, apatia ou desinibição. Também é comum a perda progressiva da fala, até que o paciente deixe de conseguir se comunicar.

Bruce Willis começou a apresentar sintomas em 2022, quando recebeu o diagnóstico de afasia. Depois, veio a confirmação da demência frontotemporal. Hoje, ele não consegue mais falar, ler ou se locomover sozinho. Aos 70 anos, o ator vive em uma residência isolada, recebendo cuidados 24 horas por dia de uma equipe especializada.

O ponto central é que, embora existam exames avançados — como ressonância magnética, PET-Scan e análise do líquido cefalorraquidiano — eles mostram apenas a presença da degeneração. Porém, não revelam com precisão quais proteínas estão se acumulando, quais mutações genéticas estão envolvidas ou de que forma as células nervosas estão morrendo.

Para esse nível de compreensão, é indispensável o estudo direto do tecido cerebral, analisado ao microscópio com técnicas de biologia molecular que só funcionam em material real.

 

 

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