Da Redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu nesta segunda-feira (13) com o Papa Leão XIV, no Vaticano, em um encontro marcado por diálogos sobre fé, desigualdade e preservação ambiental. Foi a primeira conversa oficial entre os dois líderes desde que o Pontífice assumiu o comando da Igreja Católica, em 2024.
Durante a audiência, Lula convidou o Papa para participar da COP30, que acontecerá em novembro de 2025, em Belém (PA) — a primeira Conferência do Clima realizada no coração da Amazônia. Por conta das celebrações do Jubileu, Leão XIV não poderá comparecer, mas confirmou que enviará representantes do Vaticano ao evento.
Lula também revelou que o Pontífice demonstrou desejo de visitar o Brasil “no momento oportuno”, ressaltando que será recebido com “carinho, acolhimento e fé pelo povo brasileiro”.
Conversa sobre desigualdade e fé
A reunião tratou de temas sociais e espirituais, com ênfase na necessidade de um novo pacto global contra a pobreza. Lula mencionou a recente encíclica papal sobre justiça social e economia solidária, elogiando a postura do líder religioso diante das desigualdades mundiais.
Pontos em comum e simbolismo
O encontro acontece em meio aos preparativos do Brasil para sediar a COP30, evento que o governo quer transformar em símbolo da política ambiental brasileira. A conversa entre Lula e Leão XIV reforça o alinhamento entre o Planalto e o Vaticano em torno de uma pauta que combina espiritualidade, justiça social e responsabilidade climática.
O Papa, que tem seguido a linha progressista de seu antecessor, Francisco, mantém a defesa da chamada “ecologia integral” — conceito que une a preservação ambiental à dignidade humana.
Um gesto diplomático e espiritual
A visita de Lula ao Vaticano também coincidiu com importantes datas religiosas no Brasil, como o Círio de Nazaré e o Dia de Nossa Senhora Aparecida. Segundo o presidente, esses momentos reforçam a ligação entre fé e solidariedade, temas centrais da conversa com o Pontífice.
Com o apoio simbólico do Vaticano e o foco internacional voltado para Belém em 2025, o governo brasileiro pretende transformar a COP30 em um marco histórico — tanto para a diplomacia climática quanto para o compromisso ético com o futuro da Amazônia e da humanidade.





