A Rússia afirma ter desenvolvido uma vacina terapêutica contra o câncer, que será oferecida gratuitamente à população já a partir de 2025. Ela utiliza tecnologia de mRNA personalizada, semelhante à das vacinas da Pfizer/Moderna, e seria moldada com base na análise genética do tumor de cada paciente—ou seja, uma fórmula única para cada caso.

Além dessa abordagem, existe um segundo imunizante em desenvolvimento, chamado EnteroMix, que combina quatro vírus não patogênicos capazes de destruir células tumorais e ativar o sistema imune antitumoral.

Testes pré-clínicos em animais mostraram resultados promissores, com supressão de tumores e metastases . O governo também anunciou que os testes clínicos devem começar em breve, com recrutamento de pacientes entre 18 e 75 anos já iniciado — e que o tratamento será gratuito para os participantes.

Por que o ceticismo ainda persiste?

Médicos e cientistas alertam que não há nenhuma publicação científica revisada que comprove a eficácia ou a segurança desses imunizantes — ainda não há dados acessíveis à comunidade internacional.

Como apontado pela oncologista Luana Araújo, transparência e divulgação dos dados são fundamentais, e até agora — nada . Além disso, considerando a enorme diversidade dos tipos de câncer, dúvidas sobre a viabilidade de uma "vacina universal" são naturais e justificadas.

 

O que se sabe:

A Rússia anunciou duas possíveis vacinas terapêuticas contra o câncer, uma baseada em mRNA personalizada e outra em vírus oncolíticos, com previsão de distribuição gratuita a partir de 2025, passando por testes clínicos.

O que falta: Dados clínicos publicados e análise independente — sem esses elementos, o anúncio permanece sem o respaldo científico necessário.