Link do grupo no final da matéria.
O que começou como uma simples conversa no WhatsApp entre amigas com vontade de empreender se transformou em uma rede poderosa de apoio, incentivo e geração de renda para dezenas de mulheres de Hidrolândia. Hoje com 615 participantes, o grupo se consolidou como um espaço seguro, colaborativo e motivador — onde uma levanta a outra.
Apesar de ter sido criado por mulheres e com foco no protagonismo feminino, o grupo conta também com homens que apoiam suas companheiras, filhas, amigas e colegas. “O grupo tem cinco anos e tem homens também, porque muitos deles apoiam as mulheres”, comenta uma das participantes.
Sem estrutura formal, a organização é totalmente colaborativa. As integrantes compartilham experiências, indicam clientes, oferecem serviços e divulgam seus produtos — que vão de marmitas e doces a cosméticos, roupas, artesanato, serviços de frete e festas.
A iniciativa surgiu a partir da necessidade de complementar a renda familiar, mas foi além: se tornou um ambiente de aprendizado, fortalecimento da autoestima e construção da independência financeira. “Aqui ninguém é concorrente. Somos uma rede de apoio. Uma levanta a outra”, afirma uma das empreendedoras do grupo.
Mais do que vender, o grupo promove o sentimento de pertencimento e apoio mútuo. Muitas participantes relatam que encontraram ali o impulso que precisavam para não desistir, mesmo enfrentando dificuldades financeiras, pessoais ou emocionais.
A história desse grupo é a prova de que a união e a sororidade podem transformar vidas — com criatividade, força e empatia.
Em conversa com a redação do Hidrolândia News, a administradora do grupo, Mariana, falou sobre os objetivos da iniciativa:
“Aprendi que não ser machista e apoiar as mulheres é uma exigência tanto para os homens quanto para nós, mulheres. Fomos nós que criamos os homens e devemos respeito a todos. Hoje vivemos em um mundo com grande diversidade, e não ser homofóbico também é uma forma de respeito. No meu grupo de mulheres, buscamos a união de todos para apoiar umas às outras, pois, atualmente, a cada 3 horas, uma mulher morre — na maioria das vezes, por exercer sua liberdade de escolha.”
Mariana ainda relata que, além da luta por ter nascido mulher, enfrenta diariamente o racismo estrutural por ser negra. Segundo ela, o grupo foi criado justamente com esse propósito: unir forças pelas mulheres — sejam elas empreendedoras, donas de casa, trabalhadoras CLT — e promover apoio mútuo, empatia e caridade para quem mais precisa.
Ela finaliza com uma frase de impacto, que resume bem a causa do grupo:
“Dona de casa trabalha, sim! Somos livres e donas do nosso futuro. Se morremos, é porque a inveja ainda é maior que o amor. Digo não ao machismo que nos fere.”
Para entrar no grupo basta acessar o link AQUI





