É "um dia sombrio na história do nosso país", disse o chanceler austríaco, Christian Stocker, na terça-feira, 10 de junho, poucas horas após o tiroteio em uma escola de ensino médio na cidade de Graz, no sudeste do país.
Pelo menos dez pessoas foram mortas, de acordo com a prefeita da cidade, Elke Kahr. As vítimas incluíam alunos da escola e pelo menos um adulto. O atirador tirou a própria vida, segundo a polícia local. Um minuto de silêncio será observado na quarta-feira, às 10h, seguido por três dias de luto nacional.
Possível "onda assassina"
"A identificação das vítimas está em andamento", escreveu a polícia regional, e a situação é "segura". Chegando ao local à tarde com o chanceler, o ministro do Interior, Gerhard Karner, especificou que seis mulheres e três homens estavam entre as vítimas.
O motivo do ataque permanece obscuro, mas o agressor parece ter agido sozinho. As autoridades afirmam que se tratava de um ex-aluno do ensino médio de 21 anos que se matou no banheiro. Ele não tem antecedentes criminais e utilizou duas armas de posse legal, segundo o Ministro do Interior. "A situação é muito obscura no momento. Este pode ser um caso de loucura homicida", disseram fontes policiais à agência de notícias APA.
"Toda criança deve se sentir segura na escola e poder aprender livremente, sem medo ou violência", disse a ministra das Relações Exteriores da UE, Kaja Kallas, na rede social X, declarando-se "profundamente chocada". "A notícia de Graz toca meu coração", disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. "As escolas são símbolos de juventude, esperança e futuro", enfatizou ela no X. "É difícil suportar quando as escolas se tornam lugares de morte e violência", acrescentou.
O número de mortos pode aumentar ainda mais, já que doze pessoas também ficaram feridas, "algumas gravemente", segundo a ministra do Interior. Segundo a emissora pública ORF, todos os alunos e funcionários deixaram a escola e o prédio está sendo revistado. Vários políticos austríacos visitaram a escola.








