Uma nova rodada da pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (16), mediu como os eleitores brasileiros avaliam a honestidade dos principais candidatos à Presidência da República. O levantamento mostra que 49% dos entrevistados não consideram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) um político honesto. Entre os que avaliaram Flávio Bolsonaro (PL), 42% fizeram a mesma avaliação.
Na outra ponta, 28% dos entrevistados afirmaram considerar Lula honesto, enquanto 23% disseram ter essa percepção em relação a Flávio Bolsonaro.
A pesquisa avaliou seis nomes que aparecem entre os principais concorrentes à Presidência: Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).
Os entrevistados responderam à pergunta sobre cada candidato: “Pelo que você tem visto ou ouvido falar, o candidato é um político honesto, desonesto ou você não o conhece suficientemente para opinar?”. (Jornal Opção)
Percepção sobre Lula varia conforme o perfil do eleitor
Entre os entrevistados que consideram Lula um político honesto, a maior proporção aparece no Nordeste, onde 45% fizeram essa avaliação. O índice também é de 34% entre pessoas com mais de 60 anos, 36% entre quem possui ensino fundamental e 33% entre aqueles que recebem até dois salários mínimos.
A percepção positiva também aparece entre 32% dos católicos e 36% dos entrevistados pretos. Entre os eleitores que se identificam como lulistas, 69% consideram o presidente honesto.
Já a percepção de que Lula não é honesto alcança índices mais elevados no Sudeste, com 61%, e entre jovens e adultos de 16 a 34 anos, com 55%. O mesmo percentual aparece entre evangélicos.
Entre entrevistados com ensino médio, 59% não consideram Lula honesto. O índice chega a 56% entre pessoas brancas e a 85% entre eleitores de direita que não se identificam como bolsonaristas.
Por faixa de renda, a avaliação negativa sobre Lula é de 54% tanto entre aqueles que recebem de dois a cinco salários mínimos quanto entre os que ganham acima desse valor. (Jornal Opção)
Flávio Bolsonaro também apresenta diferenças entre grupos
No caso de Flávio Bolsonaro, 23% dos entrevistados afirmam considerá-lo honesto, enquanto 42% dizem não ter essa percepção.
A avaliação positiva é mais frequente entre entrevistados do Sudeste, onde chega a 29%. O índice também é de 26% entre pessoas de 35 a 59 anos e de 30% entre aqueles que possuem ensino superior.
Entre os entrevistados com renda de dois a cinco salários mínimos, 28% consideram Flávio honesto. O mesmo percentual é registrado entre pessoas brancas. Entre os evangélicos, a taxa chega a 30%.
Entre eleitores que se identificam como bolsonaristas, 60% consideram Flávio Bolsonaro um político honesto. (Jornal Opção)
Por outro lado, a percepção de que o senador não é honesto aparece com maior frequência no Nordeste, chegando a 55%. O índice é de 44% entre pessoas que recebem até dois salários mínimos, 45% entre católicos e 48% entre entrevistados pretos.
Entre eleitores de esquerda que não se identificam como lulistas, 73% afirmam não considerar Flávio Bolsonaro honesto.
A avaliação negativa apresenta pouca variação quando considerados idade e escolaridade. O percentual é de 42% entre todas as faixas etárias. Na divisão por escolaridade, 43% dos entrevistados com ensino fundamental e o mesmo percentual entre aqueles com ensino superior completo não consideram o senador honesto. (Jornal Opção)
Como foi realizada a pesquisa
A pesquisa Quaest foi contratada pela Globo e pelo jornal O Globo. Foram entrevistadas 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em todo o território nacional, entre os dias 10 e 13 de setembro.
O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03607/2026. (Jornal Opção)
Matéria completa: os dados mostram que a percepção sobre a honestidade dos dois principais nomes avaliados varia significativamente conforme região, faixa etária, escolaridade, renda, religião e identificação política, além de registrar diferenças entre os grupos que apoiam cada candidato.








