O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), elevou o tom das críticas aos adversários durante uma manifestação nesta terça-feira (15). Em discurso, ele afirmou que não mantém diálogo com o ex-governador Marconi Perillo e classificou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) como os “dois maiores assaltantes” do Brasil.

Ao falar sobre Marconi, Caiado utilizou o termo “presidiário” para se referir ao ex-governador. A declaração ocorreu durante uma fala em que o candidato criticava antigos adversários políticos e defendia uma postura de enfrentamento à polarização nacional.

“Eu não converso com presidiário”, afirmou Caiado, ao ser questionado sobre uma eventual aproximação com Marconi Perillo.

Caiado cita Lula e Flávio Bolsonaro

Na sequência, Caiado direcionou as críticas ao presidente Lula e a Flávio Bolsonaro, que também disputam espaço no cenário eleitoral nacional.

O ex-governador afirmou que o Brasil estaria vivendo uma espécie de “Síndrome de Estocolmo” na política. A expressão foi utilizada por ele como uma metáfora para descrever, segundo sua interpretação, o apoio de parte do eleitorado a políticos que ele considera responsáveis por problemas do país.

“Estamos vendo no Brasil uma síndrome que eu não tinha visto até hoje, uma síndrome em que a população está se apaixonando pelos dois maiores assaltantes que o Brasil conhece”, declarou.

A fala ocorreu no contexto da disputa presidencial de 2026, marcada por críticas entre os principais nomes que tentam se posicionar como alternativas à polarização entre lulismo e bolsonarismo.

Críticas ocorrem em meio à crise envolvendo o STF

As declarações de Caiado também acontecem em um momento de forte repercussão política em torno da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o caso Banco Master.

Nos últimos dias, diferentes candidatos à Presidência passaram a se manifestar sobre os procedimentos envolvendo ministros do Supremo, especialmente Alexandre de Moraes e André Mendonça. Caiado tem defendido maior transparência nas investigações e criticado a condução de determinados processos pela Corte.

A sessão do STF realizada nesta terça-feira terminou sem uma decisão definitiva sobre a possibilidade de reunião dos procedimentos envolvendo Moraes e Mendonça. O ministro Flávio Dino pediu vista e suspendeu a análise.

O episódio ampliou o debate entre os candidatos sobre a relação entre o Executivo, o Judiciário e as instituições responsáveis pelas investigações.

Disputa presidencial ganha novos contornos

Caiado tem adotado um discurso crítico tanto ao governo Lula quanto ao grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Nos últimos meses, o candidato também intensificou os ataques a Flávio Bolsonaro, que passou a ocupar posição central na disputa eleitoral após assumir a candidatura presidencial apoiada pelo grupo bolsonarista.

Em outras manifestações recentes, Caiado criticou a aproximação de adversários com determinadas pautas e afirmou que pretende apresentar uma alternativa à disputa entre os dois principais campos políticos que dominam o debate nacional.

O confronto verbal entre os candidatos ocorre enquanto a campanha para as eleições de 2026 ganha intensidade, com temas como segurança pública, combate à corrupção, atuação do STF e situação econômica entre os assuntos mais explorados pelos postulantes.

As declarações feitas por Caiado sobre Lula, Flávio Bolsonaro e Marconi Perillo foram apresentadas como críticas políticas e não representam, por si só, comprovação das acusações feitas pelo candidato.