Da Redação

Uma organização não governamental associada à produtora responsável por um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro entrou na mira de órgãos de fiscalização após apresentar cerca de R$ 16,5 milhões em notas fiscais consideradas irregulares à Prefeitura de São Paulo. O caso levantou suspeitas sobre a origem e a utilização dos recursos movimentados pela entidade.

Segundo a denúncia divulgada, a ONG teria utilizado documentos fiscais com inconsistências para prestar contas junto à administração municipal paulistana. Entre os problemas apontados estariam divergências em serviços declarados, suspeitas de emissão irregular de notas e indícios de incompatibilidade entre os valores apresentados e a capacidade operacional da entidade.

A investigação ganhou repercussão porque a organização possui ligação com a produtora envolvida no longa-metragem “Dark Horse”, cinebiografia inspirada na trajetória política de Bolsonaro. O projeto cinematográfico já vinha cercado de polêmicas nos últimos meses, incluindo denúncias trabalhistas e questionamentos sobre o financiamento da produção.

De acordo com as informações divulgadas, parte das notas fiscais apresentadas pela ONG estaria relacionada a contratos culturais e projetos financiados com recursos públicos municipais. A Prefeitura de São Paulo teria identificado inconsistências durante procedimentos internos de análise documental, o que levou o caso a ser encaminhado para apuração mais aprofundada.

Nos bastidores, investigadores tentam esclarecer se houve apenas falhas administrativas ou eventual utilização de documentos frios para justificar despesas milionárias. A análise também busca identificar a participação de empresas e pessoas físicas ligadas à entidade e à produtora audiovisual.

A produção do filme sobre Bolsonaro vem sendo acompanhada de perto desde o início das gravações. O longa, estrelado pelo ator norte-americano Jim Caviezel, conhecido por interpretar Jesus Cristo em “A Paixão de Cristo”, pretende retratar a ascensão política do ex-presidente brasileiro. Jim Caviezel

Além das suspeitas envolvendo a ONG, o projeto cinematográfico também enfrentou denúncias de figurantes que relataram atrasos em pagamentos, supostas condições precárias de trabalho e problemas durante as gravações realizadas em São Paulo.

Até o momento, nem a produtora responsável pelo filme nem os representantes da ONG investigada se manifestaram oficialmente sobre as suspeitas envolvendo as notas fiscais. A Prefeitura de São Paulo também não divulgou conclusão definitiva sobre o caso, que segue em apuração.