Da Redação
A economia de Goiás voltou a girar fortemente em torno do mercado chinês em 2025. O país asiático se manteve como o principal parceiro comercial do estado e, sozinho, foi responsável por mais de R$ 30 bilhões em compras de produtos goianos, consolidando uma relação estratégica para o crescimento econômico regional.
Levantamento apresentado pelo governo estadual mostra que Goiás exportou cerca de R$ 32 bilhões para a China ao longo do ano, o equivalente a 43,4% de tudo o que o estado vendeu ao exterior. A diferença para outros destinos é expressiva, com países como Estados Unidos e Irã aparecendo bem atrás na lista.
O protagonismo chinês está diretamente ligado ao agronegócio. A maior parte das exportações é composta por commodities, com destaque para grãos, que representam mais de três quartos do total enviado ao país. As carnes também têm participação relevante, reforçando o perfil agroexportador goiano. Juntos, produtos como soja, carne e minério dominam a pauta e ultrapassam 80% das vendas externas.
O desempenho ajudou a impulsionar os números gerais do comércio exterior. Em 2025, Goiás exportou aproximadamente R$ 75 bilhões, registrando crescimento em relação ao ano anterior. As importações ficaram na casa dos R$ 30 bilhões, o que garantiu um superávit comercial robusto de cerca de R$ 45 bilhões, com avanço significativo.
Além do aumento em valor, o volume exportado também bateu recorde, indicando expansão da produção e da capacidade logística do estado. Esse cenário reforça o papel do agronegócio como motor da economia goiana, sustentando resultados acima da média nacional.
Mesmo com esforços de diversificação, a China segue como peça-chave para o desempenho econômico de Goiás. A demanda constante por alimentos e matérias-primas mantém o fluxo de exportações aquecido e deve continuar influenciando os resultados nos próximos anos.
A tendência é de continuidade dessa parceria, que garante estabilidade comercial, mas também evidencia a forte dependência do estado em relação ao mercado chinês.







