O programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) Cerrado em Pé, que remunera produtores rurais do Nordeste goiano pela conservação da vegetação nativa, conquistou o Green World Awards. A premiação é organizada desde 1994 pela The Green Organisation, um grupo ambiental independente, sem fins lucrativos e apolítico, que busca reconhecer e promover as melhores práticas ambientais em todo o mundo.
A cerimônia de premiação foi realizada na segunda-feira (13/04), no Castelo de Cardiff, no País de Gales. Na ocasião, a titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Andréa Vulcanis, foi quem recebeu o troféu ouro na categoria “Local Authorities: Habitat and Diversity”, voltada a autoridades locais, com foco em habitat e biodiversidade. PSA Cerrado em Pé “O nosso PSA é ouro! Eu estou muito feliz, porque estamos conseguindo provar que Goiás está fazendo políticas públicas de excelência, mostrando e inspirando o mundo sobre como fazer política pública que reconcilia as pessoas com a natureza”, afirmou Vulcanis, emocionada.
O processo de avaliação do prêmio é conduzido por jurados independentes, selecionados com base em conhecimento técnico e experiência na área ambiental. Titular da Semad, Andréa Vulcanis, recebe troféu ouro em premiação internacional de referência em meio ambiente por PSA Cerrado em Pé (Foto: Semad-GO) As propostas são analisadas a partir de critérios como: benefício ambiental; inovação; impacto social e econômico; além de evidências quantitativas que comprovem os resultados apresentados. O PSA Cerrado em Pé paga entre R$ 498,18 e R$ 664,25 por hectare ao ano para proprietários de imóveis rurais que mantêm a vegetação nativa em áreas que poderiam ser desmatadas legalmente. Durante o primeiro ciclo (2024–2025), quase 16 mil hectares de Cerrado foram conservados e mais de R$ 8,2 milhões foram repassados a 427 participantes. As inscrições para o segundo ciclo estão abertas.
O projeto contempla somente imóveis localizados em: Niquelândia; Minaçu; São João d’Aliança; Cavalcante; Monte Alegre de Goiás; Alvorada do Norte; Damianópolis; Mambaí; São Domingos; Alto Paraíso de Goiás; Nova Roma; Teresina de Goiás; Colinas do Sul; Guarani de Goiás. Isso porque a região do Nordeste goiano possui um alto percentual de vegetação nativa remanescente, mas também maior pressão de desmatamento.
O programa priorizou fitofisionomias historicamente menos contempladas por políticas de conservação. Um levantamento feito pela Semad mostra que mais da metade da área alcançada pelo PSA (54,6%) corresponde a formações savânicas, seguida por 41,5% de formações campestres. A partir dessas áreas preservadas, estima-se que cerca de 2,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono deixaram de ser emitidas na atmosfera no primeiro ciclo, reforçando a contribuição do programa para a mitigação das mudanças climáticas. O post Semad vence premiação internacional com PSA Cerrado em Pé apareceu primeiro em Agência Goiás de Notícias.





