A Aclara Resources concluiu o Estudo de Viabilidade do Projeto Carina de exploração de terras raras, em Goiás, e estima investimentos totais de US$ 780,9 milhões para a implantação do empreendimento. As informações foram divulgadas pela própria empresa, que informou também que pretende iniciar as obras preliminares no terceiro trimestre de 2026, incluindo construção de infraestrutura básica e melhorias viárias. O início da produção está previsto para o segundo semestre de 2028, com expansão gradual ao longo de 2029..

De acordo com a Aclara, o projeto terá capacidade média anual de produção de 4.378 toneladas de óxidos de terras raras (REO), com destaque para elementos de alto valor como disprósio e térbio (DyTb), além de neodímio e praseodímio (NdPr). O estudo também prevê a produção de outros elementos estratégicos, como samário, gadolínio, lutécio e ítrio.

A vida útil inicial da mina é estimada em 18 anos. Segundo a empresa, a futura produção de disprósio e térbio poderá representar cerca de 11,8% da produção chinesa registrada em 2024.

O investimento total inclui US$ 678,2 milhões em custos de construção e US$ 102,7 milhões em contingências. O valor é cerca de US$ 100 milhões superior ao previsto anteriormente, o que a companhia atribui à variação cambial, à inflação e ao maior detalhamento de engenharia.

Ainda conforme a empresa, o projeto apresenta Valor Presente Líquido (VPL) de aproximadamente US$ 1,7 bilhão, com Taxa Interna de Retorno (TIR) de 26,9% e prazo de retorno estimado em 2,9 anos. A receita líquida média anual projetada é de US$ 599 milhões, com EBITDA de cerca de US$ 460 milhões.

Em nota, o diretor de operações da Aclara, Hugh Broadhurst, afirmou que a conclusão do estudo marca um avanço relevante no desenvolvimento do projeto e destacou o potencial de criação de uma cadeia de fornecimento de terras raras no continente americano.

Já o CEO da empresa, Ramón Barúa, defendeu que o Brasil adote uma estratégia de longo prazo para o setor. Segundo ele, embora a etapa de separação dos elementos seja importante, o país deve investir em toda a cadeia produtiva, incluindo aplicações industriais de maior valor agregado.

Barúa afirmou ainda que a maior parte do valor econômico do projeto deve ser gerada no Brasil, onde estão previstos investimentos superiores a US$ 780 milhões, criação de cerca de 2.500 empregos e arrecadação tributária significativamente maior do que em outros países.

 

Com informação do Brasil Mineral