Os Estados Unidos têm recorrido a um aliado não convencional na campanha contra o Irã: a inteligência artificial. No centro dessa estratégia está o Project Maven, sistema que cruza dados e imagens para identificar alvos e mapear o cenário de combate.

Quando foi criado em 2017, o projeto surgiu para apoiar analistas militares diante da avalanche de imagens geradas por drones. Até então, o trabalho era feito manualmente: operadores precisavam examinar quadro a quadro para identificar possíveis indícios.

Agora, o projeto é visto pelo governo dos EUA como um facilitador da tomada de decisão no campo de batalha. Isso porque, ao analisar dados como imagens de satélite e registros de drones, reúne dados em uma única tela, filtra informações, identifica possíveis alvos e sugere como atacá-los.

No mundo das big techs, o Project Maven sofre críticas éticas pelo uso de IA para ações militares.

Uma demonstração do Departamento de Defesa em março mostrou como funciona a plataforma. Veja o passo a passo:

  • Integração de dados: o sistema reúne informações de sensores e imagens em uma única tela, permitindo visão do campo de batalha.
  • Filtragem: o operador seleciona e organiza os dados na própria interface.
  • Identificação de alvos: ao detectar um elemento suspeito, o sistema transforma a informação em um alvo.
  • Classificação: os alvos são organizados por tipo, o que orienta a tomada de decisão.
  • Sugestão de ataque: a plataforma cruza dados e indica escolhas.
  • Decisão e ação: o operador escolhe uma das opções e inicia a operação.
  • Execução integrada: todo o processo ocorre no mesmo sistema.