A cerimônia de abertura do museu contou com a presença do presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, de líderes estrangeiros e de membros de famílias reais da Europa e do Oriente Médio. Em um discurso transmitido ao vivo, Sisi afirmou que o novo museu representa “um capítulo inédito na história do presente e do futuro do Egito”, descrevendo-o como “um farol de conhecimento e um símbolo da genialidade humana que ergueu as pirâmides”.
Chefes de Estado posam para foto oficial durante a inauguração do Grande Museu Egípcio, em Gizé. (Foto: JOAO RELVAS/EFE/EPA)
O evento teve uma apresentação grandiosa, com shows de luzes, drones e orquestras que projetaram imagens dos deuses egípcios no céu do deserto. O edifício, com fachada triangular inspirada nas pirâmides, foi projetado pelo escritório Heneghan Peng Architects, de Dublin, e construído por equipes egípcias. O museu ocupa 470 mil metros quadrados e inclui laboratórios de restauração, auditórios, áreas educativas e espaços interativos com tecnologia de realidade aumentada.
Logo na entrada, os visitantes são recebidos pelo colosso de Ramsés II, de 83 toneladas, seguido por uma escadaria monumental ladeada por estátuas e relevos que conduzem às 12 galerias principais. Entre os destaques estão o barco solar de Quéops, de 4.500 anos, e os 5 mil objetos encontrados no túmulo de Tutancâmon, exibidos juntos pela primeira vez desde a descoberta feita pelo arqueólogo britânico Howard Carter em 1922.
Estátua do faraó Ramsés II em exibição no Grande Museu Egípcio, em Gizé. (Foto: MOHAMED HOSSAM/EFE/EPA)