Ladrões furtaram quatro pinturas do Museu Renoir, no sul da França, abandonando duas durante a fuga, no mais recente assalto a atingir o mundo da arte.

O museu foi criado em 1960 na mansão do pintor impressionista Pierre-Auguste Renoir, situada numa colina em Cagnes-sur-Mer, perto de Nice, onde ele faleceu em 1919. A coleção em exposição no museu inclui 13 pinturas do mestre e cerca de 40 esculturas, mobiliário e fotografias.

O sistema de alarme do museu disparou às 5h48 do horário local na terça-feira (23h48, horário de Brasília, na segunda-feira), e a polícia chegou ao local cinco minutos depois, disse Bryan Masson, prefeito de Cagnes-sur-Mer, em uma publicação nas redes sociais.

Os dois ladrões fugiram, deixando cair uma das pinturas durante a fuga, disse Masson. Em uma coletiva de imprensa, Masson disse que uma segunda pintura havia sido recuperada no jardim do museu.

Ele não identificou as pinturas roubadas. As obras mais valiosas de Renoir já foram vendidas por dezenas de milhões de dólares em leilões. Os ladrões estavam “bem equipados e bem preparados”, disse ele, cortando uma cerca e entrando no museu pelos jardins.

 

Apesar de a polícia ter chegado em cinco minutos, esse tempo foi suficiente para os ladrões entrarem no térreo do museu, onde 12 obras de arte estavam armazenadas, disse Masson.

“Eles estavam equipados com uma serra elétrica e a usaram para cortar as fixações que prendiam as molduras das obras de Renoir”, acrescentou.

O prefeito também pediu medidas de segurança mais rígidas nos museus da França.

“Dedicaremos todos os recursos necessários para proteger melhor esse patrimônio, que pertence a todos os que vivem em Cagnes-sur-Mer”, acrescentou Masson.

A prefeitura da cidade informou que o museu ficaria fechado até novo aviso.

Ladrões de arte na Europa estão cometendo roubos mais violentos e quadrilhas especializadas foram substituídas por oportunistas recrutados por meio das redes sociais, afirmou a Europol, órgão policial pan-europeu, no mês passado.

roubo no Museu do Louvre, em Paris, em outubro do ano passado, foi um excelente exemplo disso, disse a Europol, já que os ladrões ameaçaram guardas e visitantes e roubaram € 88 milhões em joias, como a tiara da Imperatriz Eugênia.

Em agosto, um colar de diamantes que foi de uma rainha egípcia foi roubado do Museu de Artes Aplicadas de Viena, na Áustria.

A joia, com 673 diamantes e um peso superior a 200 quilates, era avaliada em cerca de quatro milhões de euros. A peça foi feita pela joalharia de luxo parisiense Van Cleef & Arpels.

Ela pertenceu à rainha Nazli do Egito, que a usou em 1939 no casamento da filha Fawzia com o então príncipe herdeiro do Irã, Mohammad Reza Pahlavi, que viria a se tornar Xá.

O assalto foi realizado por dois homens, vestidos de escuro e não identificados, que partiram a vitrine em pleno horário de funcionamento, levaram a peça e fugiram.

Até o momento, eles não foram localizados.

*Com informações da Reuters

Fonte: Onu