Com informações da CNN/ Uma análise publicada pela CNN mostra movimentos diferentes nos preços de produtos presentes no dia a dia dos brasileiros. Enquanto a mandioca e a farinha de trigo enfrentam pressão de alta, o mercado do feijão-carioca busca maior estabilidade após meses de valorização.

Para entender melhor esse cenário e seus impactos para produtores e consumidores, o Hidrolândia News ouviu um engenheiro agrônomo e matemático de Hidrolândia, que fez uma análise técnica dos dados apresentados na reportagem.

 

Dois alimentos presentes na mesa dos brasileiros estão vivendo movimentos diferentes no mercado. Enquanto a mandioca segue pressionada pela oferta limitada e pela expectativa de aumento da demanda, o feijão-carioca passa por um momento de acomodação após meses de valorização.

Segundo levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), a farinha de trigo ficou 0,54% mais cara em julho, influenciando o preço da cesta básica.

Dados monitorados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que a pressão sobre os preços da mandioca pode continuar nos próximos meses. A oferta permanece abaixo das necessidades do setor, enquanto parte dos produtores tem restringido a comercialização de lavouras de primeiro ciclo na expectativa de preços melhores.

Do lado da indústria, a necessidade de recomposição dos estoques e a expectativa de aumento do consumo no fim do ano contribuem para manter a demanda firme.

Feijão segue em outra direção

 

No mercado do feijão-carioca, o cenário é diferente. O avanço da colheita da terceira safra aumentou a oferta do grão e pressionou as cotações para baixo pelo terceiro mês consecutivo.

De acordo com dados do Cepea, os preços chegaram a acumular queda superior a 20% em agosto. Diante da desvalorização, porém, produtores passaram a restringir as vendas, enquanto compradores reduziram o ritmo das negociações, contribuindo para uma maior estabilidade do mercado.

Análise de um profissional de Hidrolândia

 

Para entender melhor o que está por trás dessas oscilações, o Hidrolândia News ouviu engenheiro agrônomo e matemático de Hidrolândia Geiser Gomes , que analisou os dados e explicou como os movimentos do campo acabam chegando ao bolso do consumidor. 

Segundo Geiser Gomes ele, o caso da mandioca está diretamente relacionado ao equilíbrio entre oferta e demanda. Com produtores restringindo a comercialização e a indústria buscando garantir matéria-prima para os próximos meses, a combinação de oferta menor e demanda firme tende a exercer pressão sobre os preços.

No caso do trigo, a formação dos preços é ainda mais complexa, já que, além das condições internas, o produto sofre influência do mercado internacional. Câmbio, importações, disponibilidade interna, custos de produção e acontecimentos geopolíticos podem interferir no preço do trigo e, consequentemente, da farinha.

Já o feijão-carioca apresenta uma dinâmica diferente. O aumento da oferta provocado pela terceira safra pressionou os preços para baixo, mas a reação dos produtores e compradores ajudou a reduzir a velocidade dessa queda e trouxe maior equilíbrio às negociações.

Na avaliação do engenheiro, os preços dos alimentos não são determinados por um único fator. Clima, produtividade, área cultivada, ciclo das culturas, estoques, oferta e demanda, custos de produção, logística, indústria, consumo e até fatores internacionais podem influenciar diretamente o mercado.

Para o produtor rural, acompanhar essas informações é fundamental. A decisão de plantar, colher, armazenar ou comercializar não deve considerar apenas o preço atual, mas também as perspectivas de oferta e demanda para os próximos meses.

“No campo, produzir é apenas uma parte do negócio. Entender o mercado também é uma ferramenta de gestão”, avalia o profissional.

Conheça mais sobre o Engenheiro Agrônomo Matemático  Geiser Gomes. Acesse AQUI